quinta-feira, 27 de agosto de 2009
The Cove
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Quinta-feira, Agosto 27, 2009
0
comentários
Marcadores: Proteção dos Animais
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Relatórios e depoimentos do 12o Festival Vegano Internacional
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Segunda-feira, Agosto 24, 2009
0
comentários
Marcadores: Eventos
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Eventos Vegetariamos
EVENTOS VEGetariANOS – RIO DE JANEIRO: Evento: VEG DIA FELIZ - EVENTO GRATUITO no CINEMA NOSSO com exibição do filme: “Super Size Me, a Dieta do Palhaço” no CINECLUBE VEGANS (cartaz em anexo) Data: 29 de agosto de 2009 (Sábado). Horário: a partir das 17:00 hs Local: Cinema Nosso Endereço: R: do Rezende, 80 – Lapa – Rio de Janeiro – RJ. Organização: Escola Audiovisual Cinema Nosso - andre@cinemanosso.org.br Apoio: AtiVeg, FBAV, Gentileza Vegana, SOS Felinos, Vegetariando e ativistas independentes. Entrada GRATUITA, haverá sorteio de brindes e debate com lanche vegano !! Convidem amigos !!! O QUE SEUS OLHOS NÃO QUEREM VER, NÃO É PIOR DO QUE O QUE ELES SENTEM SERÃO RECEBIDAS DOAÇÕES PARA ANIMAIS HUMANOS OU NÃO – alimentos não perecíveis (de origem vegetal), brinquedos, cobertores, potes, coleiras, ração, etc. Evento: CAMPANHA DE ADOÇÃO – na Tijuca – ACCG e Família AUquiMIA, com participação CCZ-RJ. Data: 22 de Agosto de 2009 (Sábado). Horário: das 11:00 às 16 hs Local: no Estacionamento do Extra, Rua Mariz e Barros 975/ 1037 ou entrada da Av Heitor Beltrão 37/38. (a campanha estará na entrada pela Av. Heitor Beltrão). Informação: (021) 9777-1110 / 8846 9414 Barbara Ribeiro & Tatiana Huguenin Organização: www.familiaauquimia.blogspot. Eu amo a Associação Casa do Cão e Gato-ACCG! Venha adotar um amigo! Para adotar é necessário: · MAIORIDADE · IDENTIDADE · CPF · COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA Estarão recebendo doações: -Vermífugos -comedouros e potinhos -produtos de limpeza: cloro, lisiform, sabão em pó, jornais, -contribuição financeira, etc. TODO ANIMAL MERECE UM LAR SEGURO E AMOROSO Obs: Estão precisando de voluntários. Evento: 3) Brahma Kumaris Rio – Programação – 18 a 23 agosto – “Aldeia Sagrada 2009” Informações: Site nacional: www.bkumaris.org.br Período de 18 a 23 de agosto tema “Compartilhando o Sagrado, Servindo ao Mundo” Encontro de Tradições Religiosas e pessoas comprometidas com a construção e consolidação da Cultura de Paz, organizado pelo MIR (Movimento Inter Religioso do Rio de Janeiro). 18/08 20h música 20/08 18h mesa-redonda: O Princípio Feminino na Espiritualidade 21/08 15h teatro infantil: Mundinho como vai você? 21/08 18h celebração inter-religiosa 22/08 15h meditação 22/08 16h diálogo: Encontros e Desafios do Diálogo Inter-religioso. 22/08 19h Festival de Música Sacra Local: Sede MIR/ISER Rua do Russel, 76 – Glória – RJ (Metrô: Estação Gloria - Saída Outeiro) Evento: TERRAPIA – Alimento Vivo - Gratuito Data: Início: 27/08/09 Término: 03/12/09 (5as feiras) Horário: das 8h às 13h30min Local: “Seminários de Alimentação Viva na Promoção da Saúde e Ambiente” Centro de Saúde Escola - ENSP – Fiocruz, em frente ao antigo Canal Saúde. Informação: Tel.: (21) 2598 2659 (horário comercial) No local às 3ª, 4ª,5ª e 6ª feiras SEMINÁRIOS DE ALIMENTAÇÃO VIVA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE E DO AMBIENTE http://www4.ensp.fiocruz.br/ Evento: Fins de semana - Cãominhada com animais do CCZ-RJ Data: Fins de semana Horário: das 10:00 às 13:00hs Informação: 91475847 ou 22460978 (casa- podem deixar recado) - Julia alessandraceroy@hotmail..com Dias 22 e 23 agosto – no Grajaú – 1ª. caminhada ecológica “Bairro Vivo” e Evento Desapegue-se – cartazes em anexo. ______________________________ ______________________________ EVENTOS VEGetariANOS – FORA DO RIO: 19 eventos de adoção de cães e gatos no fim de semana (21 a 23 de agosto) 17-08-2009 - 12-09-2009 Parceria Animal Guará DF 21-08-2009 Feira de doação no Pet Center Marginal Alphaville Barueri SP 22-08-2009 - 23-08-2009 Feira de Adoção dos Amigos dos Bichos/SP São Paulo SP 22-08-2009 Campanha de Adoção de Animais Permanente Curitiba PR 22-08-2009 Feirinha de adoção de cães e gatos (todos os sábados) Porto Alegre RS 22-08-2009 Feira de Adoção dos Anjos dos Bichos Barueri SP 22-08-2009 Evento de Adoção da Soc. Prot. de Animais de Campo Largo Campo Largo PR 22-08-2009 Feira de Adoção da APA-Botucatu Botucatu SP 22-08-2009 CCZ - SP Centro de Controle de Zoonoses - Adoção de Cães e Gatos São Paulo SP 22-08-2009 Feira de Adoção Pet Show S. Bernardo do Campo SP 22-08-2009 Feririnha de adoção SOS Animais Abandonados Jundiaí SP 22-08-2009 Feira de Adoção Caes e Gatos Projeto Murilo Pretinho Ribeirão Preto SP 22-08-2009 Feira de Adoção da APAA São Paulo SP 22-08-2009 Feira de Adoção de Animais Abaré Florianópolis SC 22-08-2009 Feira de Adoção Toca dos Gatinhos SP São Paulo SP 22-08-2009 - 23-08-2009 Centro de Adoção de Cães e Gatos do Projeto Natureza em Forma São Paulo SP 22-08-2009 Feirinha Adoçao Rio de Janeiro RJ 22-08-2009 Feira de Doação de Cães e Gatos São Paulo SP 23-08-2009 Evento de Adoção Fofuras Curitiba PR Mais detalhes: http://www.olharanimal.net
www.casadocaoegato.com.br
-Ração (cães e gatos - adulto e filhote)
-Caminhas, cobertores, edredons, lençóis (mesmo usados)
-medicamentos (humanos e veterinários, mesmo usados!)
-coleiras, guias,
Rua Leopoldo Bulhões 1480 (em frente à estação ferroviária de Manguinhos).
Programa básico:
7h – Aula de yoga com Geraldo Guimarães (opcional)
7h30min – Identificação das folhas não cultivadas comestíveis da horta (opcional)
8h – Oficina de suco de clorofila com sementes germinadas
9h – Observação da germinação das sementes e tarefas de casa
10h - Conversas teóricas
11h – Oficina de culinária viva
12h30min – Confraternização na roda do “Tembiu porã” (“Alimento bonito” em guarani) e almoço
13h – Harmonização do espaço, arrumando o material do Terrapia.
Vagas: 130
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
0
comentários
Marcadores: Eventos
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Gonzo Gastronomy: How the Food Industry Has Made Bacon a Weapon of Mass Destruction
By Arun Gupta, AlterNet. Posted July 23, 2009 in AlterNet.
The confluence of factory farming, the boom in fast food and manipulation of consumer taste created processed foods that can hook us like drugs.
Among my fondest childhood memories is savoring a strip of perfectly cooked bacon that had just been dragged through a puddle of maple syrup. It was an illicit pleasure; varnishing the fatty, salty, smoky bacon with sweet arboreal sap felt taboo. How could such simple ingredients produce such riotous flavors?
That was then. Today, you don't need to tax yourself applying syrup to bacon -- McDonald's does it for you with the McGriddle. It conveniently takes an egg, American cheese and pork and nestles it between pancakelike biscuits suffused with genuine fake-maple-syrup flavor.
The McGriddle is just one moment in an era of extreme food combinations -- a moment in which bacon plays a starring role, from high cuisine to low.
There is: bacon ice cream; bacon-infused vodka; deep-fried bacon; chocolate-dipped bacon; bacon-wrapped hot dogs filled with cheese (which are fried, then battered and fried again); brioche bread pudding smothered in bacon sauce; hard-boiled eggs coated in mayonnaise encased in bacon -- called, appropriately, the "heart attack snack"; bacon salt; bacon doughnuts, cupcakes and cookies; bacon mints; "baconnaise," which Jon Stewart described as "for people who want to get heart disease but [are] too lazy to actually make bacon"; Wendy's "Baconnator" -- six strips of bacon mounded atop a half-pound cheeseburger -- which sold 25 million in its first eight weeks; and the outlandish bacon explosion -- a barbecued meat brick composed of 2 pounds of bacon wrapped around 2 pounds of sausage.
It's easy to dismiss this gonzo gastronomy as typical American excess best followed with a Lipitor chaser. Behind the proliferation of bacon offerings, however, is a confluence of government policy, factory farming, the boom in fast food and manipulation of consumer taste that has turned bacon into a weapon of mass destruction.
While bacon's harmful effects were once limited to individual consumers, its production in vast porcine cities has become an environmental disaster. The system of industrialized hog (and beef and poultry) farming that has developed over the last 40 years turns out to be ideal for breeding novel strains of deadly pathogens, such as the current pandemic of swine flu. If a new killer virus appears, like the Spanish flu that killed tens of millions after World War I, factory farms will have played a central role in its genesis.
Concentrated animal feeding operations (CAFOs) churn out cheap, but flavorless, meat. However, for the CAFOs to exist there must be demand for the product. That's where the industrial food sector comes in. Chains like McDonald's, Chili's, Taco Bell, Applebee's and Pizza Hut approach the tasteless, limp factory beef, pork and chicken as a blank canvas with which to create highly enticing, even addictive, foods by pumping it full of fat, salt, sugar and chemical flavorings.
The chains lard on bacon in particular as a high-profit method of adding an item that has a "high flavor profile," a "one-of-a-kind product that has no taste substitute." According to David Kessler, author of The End of Overeating, a standard joke in the restaurant chain industry goes, "When in doubt, throw cheese and bacon on it."
More than that, notes Kessler, the food industry uses science and marketing to try to make its products addictive. By manipulating what he calls the "three points of the compass" -- fat, sugar and salt -- the food industry creates highly processed foods that can hook us like drugs. In various countries and regions, the levels of fat, sugar and salt are even calibrated to different "bliss points" to maximize the consumers' pleasure.
Kessler talks to one scientist who studied lab mice that were willing to work nearly as hard to get doses of Ensure, a drink high in fat and sugar, as they were to get hits of cocaine. One food company executive calls his industry "the manipulator of the consumers' minds and desires."
In essence, the food industry has hit on a magic formula: Companies conjure up endless variations on the McGriddle that itself is the mass-produced version of the maple-syrup-soaked bacon strip from our childhoods.
This points to why our food system is so entrenched and why noble experiments, from food co-ops and community-supported agriculture to organic food and the locavore movement, are fleas on the industrial food elephant.
The crisis of factory farming has thus become its own solution. We know our food system is killing the planet, killing us with heart disease, diabetes and cancer and threatens to incubate a deadly global pandemic, but how can we resist when it tastes oh so good?
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Quinta-feira, Julho 23, 2009
0
comentários
terça-feira, 30 de junho de 2009
Amazônia
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Terça-feira, Junho 30, 2009
0
comentários
Marcadores: A Campanha, Meio Ambiente
Sem comentários...
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Terça-feira, Junho 30, 2009
1 comentários
Marcadores: Direitos dos Animais, Proteção dos Animais
domingo, 14 de junho de 2009
Vacas...
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Domingo, Junho 14, 2009
0
comentários
Marcadores: A Campanha, Meio Ambiente
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Marianne Thieme no 12o Festival Vegano Internacional no Rio
Marianne Thieme é uma política holandesa, ativista animal e publicitária. É presidente e líder do Partido para os Animais, primeiro partido dos direitos animais na história a ter representação em um parlamento nacional. Em 2002 Marianne e outros protetores dos animais fundaram o Partido para os Animais (Partij voor de Dieren).
Em novembro de 2007 seu partido conseguiu dois assentos no Parlamento Holandês, 9 assentos nos Governos Provinciais da Holanda e 1 assento no Senado. Ela foi eleita Talento Político de 2006 pela imprensa parlamentar da Holanda. Marianne publicou um livro sobre direitos animais ('The Animal's Century') e dezenas de artigos sobre criação intensiva de animais, caça, testes em animais, gripe aviária, rituais de abate, pele, pesca e vegetarianismo.
Em 2008, apresentou o DVD Meat the Truth, legendado pela Sociedade Vegetariana Brasileira com o título Meat the Truth: Uma Verdade Mais que Inconveniente. O filme é uma resposta ao "Uma Verdade Inconveniente" do Al Gore, que trata de algumas das causas do aquecimento global, poluição e males afins, mas deixa a questão da pecuária de lado. "Meat the truth" é o primeiro documentário a explorar a relação entre o consumo de carne e as mudanças climáticas.
meat-the-truth
A fundação Nicolaas G. Pierson, que produziu "Meat the truth" é uma espécie de braço científico do Partido dos Animais da Holanda, primeiro e único do mundo. Ao longo de pouco mais de uma hora, o filme mostra exemplos dos dados levantados pelo documento da FAO e faz uma avaliação crítica do que ele qualifica de modelo norte-americano carnívoro de dieta. Aponta também o impacto da pecuária sobre áreas naturais sendo transformadas em pastagem, com destaque para a Amazônia.
Teremos também a presença do senador Niko Koffeman, presidente da fundação Nicolaas G. Pierson.
Marianne Thieme comporá a mesa de Abertura do 12o Festival Vegetariano Internacional quando será projetado o DVD Meat the Truth: Uma Verdade Mais que Inconveniente seguido de debate com a participação de Marianne.
Veja mais:
http://www.svb.org.br/12veganfestival/index.php?option=com_content&view=article&id=49%3Amarianne-thieme&catid=14&Itemid=100003〈=pt
Veja lista de participantes confirmados:
http://www.svb.org.br/12veganfestival/index.php?option=com_content&view=article&id=26%3Apalestrantes-confirmados&catid=14&Itemid=100002〈=pt
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Segunda-feira, Maio 11, 2009
0
comentários
Marcadores: Direitos dos Animais, Eventos, Veganismo**
sábado, 21 de março de 2009
Varal de Idéias no Rio de Janeiro
| Evento: | DIA MUNDIAL SEM CARNE – Protesto intinerante - RJ |
| Data: | 21 de março de 2009 (Sábado). |
| Horário / Local: | 1) Praça Saens Peña, Tijuca - início: 11h; término: 13h 2) Praia de Copacabana (em frente à Siqueira Campos) - início: 15h30 (concentração até 16h na saída da estação do metrô Siqueira Campos, quando caminharemos em direção à praia); término: 17h |
| Organização: | Ativeg - www.ativeg.org |
Estaremos com banners, panfletando e conversando com as pessoas para conscientização.
No final,faremos caminhada pela praia.
Proposta para o protesto:
- "varal" com receitinhas fáceis, informações sobre veganismo ou exploração animal, fotos de pratos vegs, poesias etc (levem o material que tiverem; o que acham de montarmos o varal na hora, com o material de todos?);
- distribuição de saquinhos com sementes de girassol (símbolo do vegetarianismo) e o "V" (e o que mais vcs acharem legal e puderem levar);
O evento estará acontecendo também em outras cidades.
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Sábado, Março 21, 2009
0
comentários
Marcadores: Eventos
terça-feira, 17 de março de 2009
Dietas vegetarianas podem propiciar gravidez saudável, dizem médicos
Fonte: Diário da Saúde
http://www.educacaofisica.com.
Dietas vegetarianas para grávidas
Dietas vegetarianas e vegan bem planejadas são escolhas saudáveis para as mulheres grávidas e seus bebês. As necessidades de vitaminas B12 podem ser facilmente supridas com alimentos fortificados ou com qualquer multivitamínico comum.
A afirmação é de um grupo de médicos e nutricionistas do Comitê de Médicos Para uma Medicina Responsável (PCRM), uma organização localizada nos Estados Unidos (www.pcrm.org).
Os especialistas concordam que as mulheres grávidas podem se basear sem medo nas dietas vegan e vegetarianas. "Dietas vegan bem planejadas e outros tipos de dietas vegetarianas são adequadas para todos os estágios do ciclo de vida, incluindo durante a gravidez, lactação, infância e adolescência," afirma um outro estudo da American Dietetic Association, a maior organização de profissionais de alimentação e nutrição dos Estados Unidos.
Vantagens das dietas vegetarianas
As dietas vegetarianas oferecem uma ampla gama de benefícios nutricionais, incluindo baixos níveis de gorduras saturadas e colesterol e altos níveis de fibras, folatos, antioxidantes e fitoquímicos.
"As mulheres que seguem dietas vegan não apenas têm gravidezes saudáveis, como elas frequentemente são mais saudáveis do que as mamães que comem carne," diz a Dra. Susan Levin, da PCRM.
A escolha de uma dieta vegetariana ou vegan também pode ajudar as mulheres a evitar os hormônios não-saudáveis e as toxinas presentes nos produtos contendo leite, carne e peixe.
Análises do leite das mães vegetarianas, segundo a pesquisadora, demonstram que os níveis de contaminantes ambientes presentes no leite é muito menor do que no leite das mães não-vegetarianas.
Suplementação de vitamina B12 na gravidez
"Comendo uma grande variedade de frutas, vegetais e outros alimentos de origem vegetal e incluindo no café-da-manhã cereais ou outros alimentos fortificados com vitamina B12, as mães e seus bebês podem obter todos os nutrientes que precisam para ficar bem," diz ela.
Estudos mostram que baixos níveis de vitamina B12 elevam o risco de defeitos de fechamento do tubo neural nos recém-nascidos. É por isto que os médicos recomendam a suplementação dessa vitamina para mulheres grávidas que usam dietas vegetarianas.
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Terça-feira, Março 17, 2009
0
comentários
sexta-feira, 13 de março de 2009
FAO: 2400 L de água para um hamburger
FAO will be represented at the highest level by its Director-General Jacques Diouf as well as leading experts at the triennial 5th World Water Forum, the most important event on the international water calendar, to be held in Istanbul from March 16 to 22.
Agriculture is the biggest user of water in the world, accounting for 70 percent of all freshwater withdrawals and the key to feeding a rising global population is how to grow more food using less water.
FAO is also chair of UN-Water.
Journalists attending the conference who would like to make contact with FAO experts or who have any other enquiries should contact: |
|
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Sexta-feira, Março 13, 2009
0
comentários
Marcadores: Meio Ambiente, Água
terça-feira, 3 de março de 2009
13 razões para dizer não à carcinicultura
Fonte Greenpeace Brasil
A criação de camarão, conhecida como carcinicultura, é uma atividade que traz graves impactos ambientais e sociais às regiões onde se estabelece. Listamos aqui 13 pontos que mostram o quanto a carcinicultura prejudica o meio ambiente e a vida das comunidades pesqueiras.
-
Ocupa Áreas de Preservação Permanente - APP´s (Código Florestal Lei 4771/65 e Resolução CONAMA 303/02): a ocupação de APP´s é observada na maioria dos empreendimentos estabelecidos no Ceará, representando 79,5% das áreas onde esta atividade é desenvolvida.
-
Ameaça a integridade dos manguezais: a carcinicultura é responsável por inúmeros impactos ambientais vinculados ao ecossistema manguezal, dentre os quais destacamos: desmatamento de mangue em mais de um quarto (26,9%) dos empreendimentos existentes no Ceará, artificialização dos canais de maré e das gamboas e bloqueio dos fluxos das águas, comprometendo o equilíbrio ecológico deste ecossistema.
-
Contamina a água: o lançamento de águas, provenientes dos cultivos no solo, nas gamboas e nos estuários é responsável pela contaminação do lençol freático e alteração da qualidade da água, ocasionando a mortandade de peixes e caranguejos, inutilizando a água para o consumo humano. No Ceará, 77% dos empreendimentos não utilizam bacia de sedimentação (tratamento de água) e 86,1% não reciclam água. Além disso, muitos viveiros são construídos sobre aqüíferos, causando a salinização das águas e destruindo as possibilidades da pequena agricultura ser desenvolvida pelas comunidades.
-
Privatiza e gera conflitos pelo uso das águas: segundo a FAO, para cultivar 01 Kg de camarão em cativeiro são necessários pelo menos 50 mil litros de água. No Ceará, a EMBRAPA calculou em 262m3/ha o consumo das fazendas situadas no Jaguaribe utilizando água doce que implica em um consumo anual de 58.874m3/há. Vale dizer que essa demanda hídrica representa mais do que as principais culturas irrigadas do Baixo Jaguaribe (arroz irrigado, banana). O valor cobrado aos carcinicultores pelo uso da água é de apenas 2% do valor real. Mas, mesmo pagando tão pouco pela água, os empresários deste setor somam atualmente uma dívida de aproximadamente R$735.950,00 com a COGERH, alcançando um índice de 98% de inadimplência junto a este órgão.
-
Privatiza Terras da União: a implantação de viveiros de camarão normalmente é realizada em áreas que eram utilizadas para a pesca, mariscagem, uso de produtos da flora do mangue (cascas, tanino) por parte das comunidades tradicionais. No lugar destas atividades a carciinicultura se introduz nessas áreas, tendo como marca principal a colocação de cercas em torno dos viveiros impedindo o acesso de pescadores/as, agricultores/as, índios/as e marisqueiras às áreas ainda disponíveis para o extrativismo.
-
Propaga um falso discurso de emprego e renda: a chegada da carcinicultura é sempre acompanhada de promessas de geração de emprego e renda. No entanto, isso não se configura como realidade, uma vez que, os empregos gerados são precarizados pela falta de formalização e exposição dos trabalhadores/as a jornadas de trabalho exaustivas. No Ceará, 01 pessoa no máximo é empregada (mesmo assim esse emprego é sazonal e precarizado) para cada 01hectare de viveiro de camarão.
-
Viola os direitos humanos: diante da resistência a expansão da carcinicultura, as comunidades sofrem violência física e psicológica. Casos de assassinatos e torturas, relacionados à atividade, já foram denunciados à justiça no Ceará e em outros estados.
-
Destrói os meios de trabalho das comunidades tradicionais: na medida em que afeta diretamente o ecossistema manguezal inviabilizando o exercício das atividades tradicionais como a mariscagem, a cata de caranguejo e a pesca. O que tem impactado fortemente as mulheres que realizam a mariscagem. Enquanto 01 hectare de fazenda de camarão emprega no máximo 01 pessoa, em 01 hectare de manguezal trabalham 10 famílias.
-
Ameaça a segurança alimentar: a implantação de viveiros em áreas de manguezal reduz a capacidade de produção de alimentos associada a esse ecossistema que funciona como berçário da vida marinha, local de alimentação, abrigo e reprodução para 75% das espécies pesqueiras que colaboram para a soberania alimentar e sustentam a produção de pescado do Brasil. Além disso, para produzir 30 toneladas de camarão, a carcinicultura consome 90 toneladas de peixes marinhos para fabricação de ração. Esta produção de camarão é destinada, em sua grande maioria, ao mercado internacional e, mais recentemente, para abastecer os mercados dos centros urbanos.
-
Ameaça a saúde dos/as trabalhadores/as: o metabissulfito de sódio é um produto químico amplamente usado na despesca do camarão. Ao reagir com a água, o metabissulfito libera dióxido de enxofre (SO2), gás que causa irritação na pele, nos olhos, na laringe e na traquéia. Esse é considerado um agente de insalubridade máxima pela Norma No. 15 do Ministério do Trabalho. Doenças respiratórias, de pele e óbitos provocados pela exposição ao produto já foram identificados no Ceará.
-
Descumpre a legislação ambiental: a maior parte dos empreendimentos de carcinicultura, no Estado do Ceará, apresenta situação de irregularidade frente ao licenciamento ambiental. 51,8% dos empreendimentos em instalação, em operação ou desativados são irregulares.
-
Agrava o racismo ambiental: a atividade gera lucros exorbitantes para uma pequena minoria (formada por homens brancos e ricos) e danos para a população mais pobre (composta em sua maioria por descendentes de negros e indígenas) que vivem em comunidades tradicionais. Enquanto uma minoria se apropria dos benefícios do “crescimento”, são externalizados ou transferidos à sociedade altos custos sociais e ambientais. Ou seja, a atividade proporciona luxo para os ricos e deixa para os pobres o lixo, os custos e os riscos da degradação ambiental.
-
Utiliza inadequadamente os recursos públicos: recursos que deveriam ser investidos na melhoria da qualidade de vida das populações são destinados ao desenvolvimento de uma atividade altamente predatória e insustentável socioambientalmente. Instituições financeiras como o Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES já disponibilizaram milhões de reais para os empresários da carcinicultura. Em 2005, o Banco do Nordeste investiu R$ 59,4 milhões nesta atividade. Além do financiamento, esses empresários ainda recebem subsídios de água e desconto de 73% na tarifa de energia elétrica de 21h30 às 06h do dia seguinte.
Atualmente, a carcinicultura vive uma grave crise econômica, agravada por problemas ecológicos, como o surgimento de doenças virais nos camarões cultivados - é o caso da mionecrose muscular (Myonecrosis Infectious Virus - IMNV). Essa crise reflete um ciclo produtivo de desenvolvimento caracterizado pela insustentabilidade, o que faz com que a atividade, antes apresentada como uma das mais lucrativas da economia brasileira, entrasse em colapso, num processo de decadência e falência, expresso no abandono dos viveiros. No Ceará, 70% das fazendas de camarão foram abandonadas. Mesmo diante dos fatos, muitos ainda continuam alardeando a atividade como motor de desenvolvimento.
Greenpeace Brasil
Fórum Cearense de Meio Ambiente - FORCEMA
Fórum Cearense de Mulheres – FCM
Fórum dos Pescadores e Pescadoras do Litoral Cearense - FPPLC
Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará – FDZCC
Rede de Educação Ambiental do Litoral Cearense - REALCE
Frente Cearense por uma Nova Cultura de Águas e Contra a Transposição das Águas do Rio São Francisco
Rede de Advogados Populares – RENAP
RedManglar
GT de Racismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Fórum Cearense de Mulheres - FCM
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Terça-feira, Março 03, 2009
0
comentários
Marcadores: Meio Ambiente
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Gordura atrai gordura
Gordura atrai gordura
19/2/2009
Por Carlos Fioravanti
Revista Pesquisa FAPESP – Quem aprecia uma picanha malpassada e principalmente a camada branca de gordura que a envolve talvez se inquiete. Um tipo de gordura – os ácidos graxos saturados de cadeia longa, encontrados principalmente em carnes vermelhas – pode ser uma das causas da obesidade.
De acordo com experimentos realizados em camundongos, essas moléculas acionam uma inflamação no hipotálamo, na base do cérebro, que leva à destruição dos neurônios que controlam o apetite e a queima de calorias.
“Talvez tenhamos encontrado uma explicação para a dificuldade de as pessoas obesas controlarem a fome e perderem peso, mesmo que adotem dietas severas para emagrecer”, diz Lício Velloso, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que coordenou esse estudo, publicado em janeiro no Journal of Neuroscience.
Os estudos anteriores da equipe de Velloso e de outros grupos já haviam mostrado que a obesidade era uma doença que começava no cérebro ou nos músculos, induzida por dietas com excesso de açúcares ou de gorduras. Esse excesso gerava resistência ao hormônio insulina, que carrega a glicose para as células, onde é transformada em energia, e induz ao consumo contínuo de alimentos.
Testes com animais já haviam mostrado que dietas ricas em gordura em geral danificavam o hipotálamo mais intensamente que as ricas em açúcares. Para ver qual tipo de gordura era mais danoso, os pesquisadores da Unicamp injetaram diferentes tipos de ácidos graxos de origem animal ou vegetal no hipotálamo de camundongos.
Os encontrados no óleo de soja mostraram um efeito tênue sobre o cérebro, enquanto os encontrados em gorduras animais e em proporção menor no óleo de amendoim apresentaram ação mais danosa.
Clique aqui para ler o texto completo na edição 156 de Pesquisa FAPESP.
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009
0
comentários
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Comida é coisa séria
Não é de hoje que vegetarianos radicais apregoam a eliminação de carne da dieta das pessoas. Mas se antes a gritaria era na defesa dos direitos dos animais, vítimas dos carnívoros, agora a bandeira é salvar a raça humana do aquecimento global. Para a alegria dos engajados, um estudo divulgado na semana passada pela Agência de Impacto Ambiental da Holanda constatou, entre outras coisas, o seguinte: a carne vermelha tem vilania e muito mais culpa nas emissões de CO2 e de metano na atmosfera terrestre do que a maioria de nós imaginava.
Como isso é possível? Criar gado saudável exige pastagem que causa destruição de florestas ou qualquer tipo de vegetação responsável pela absorção de carbono. Sim. Disso já se sabia. Tampouco não se ignorava que o Brasil é o segundo maior produtor, maior exportador e quarto maior consumidor de carne bovina do mundo. Teria então surgido algo diferente? Não. Apenas caiu a ficha. Pimba. Tomada de consciência de que a flatulência de milhões de bois está no ar.
Isso mesmo: pum! Arroto também. Quer dizer, é gás metano... Sabem o que isso significa? Os puns e os arrotos expelidos pelos extensos rebanhos provocam efeito estufa; são piores do que o dióxido de carbono (CO2) das queimadas. E, evidentemente, não são novidade.
Pesquisadores estimam que 6% de todo o alimento consumido pelo gado ruminante, no mundo inteiro, seja convertido em gás metano. O qual é 24 vezes mais potente do que o dióxido de carbono para causar aquecimentos atmosféricos, contribuindo com 15% do total do aquecimento global. E não é para menos, em média, um bovino emite 57,5 quilos desse gás por ano. Ufa. Por isso a Embrapa vem pesquisando a formulação de alimentos e rações especiais, que permitam maior retenção do metano no organismo do animal.
Na verdade, o assunto é uma grande preocupação internacional. Em 2003, por exemplo, o governo da Nova Zelândia tentou cobrar de seus fazendeiros um imposto para cumprir as metas assumidas no Protocolo de Kyoto. Afinal, seus cientistas haviam estimado que a flatulência de veados, ovelhas, bois e cabras respondiam por 90% das emissões de metano; as quais tinham passado a constar entre as principais causas das mudanças climáticas.
Uma outra revelação interessante na semana passada aconteceu durante um simpósio sobre a evolução da dieta humana. Nada a ver com flatulência. O evento foi na Associação Americana para o Progresso da Ciência, nos Estados Unidos. Lá, falou-se dos chimpanzés que continuam podendo se alimentar apenas de frutas e sementes como há milhões de anos. Ao contrário dos seres humanos que, segundo o antropólogo William Leonard, precisaram adotar uma alimentação mais calórica porque seus cérebros maiores exigiam mais energia. Pois bem, por essa causa passaram a percorrer maiores distâncias na coleta e na caça desse tipo de comida; o que nos levou à nossa expansão pelo planeta. E aí nos assentamos, ficamos sedentários e começamos a enfrentar o desequilíbrio energético em nosso corpo: colesterol, obesidade, diabetes, etc.
Um desequilíbrio que tem virado tema de debates sobre saúde pública, estética e estratégias políticas. Regimes de emagrecimento e malhação de gente importante na atmosfera de governos... Dizem que rende voto.
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
0
comentários
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Pesquisa aponta pecuária de MT como causadora do aquecimento global
Os pecuaristas rebatem dizendo a produção de carne bovina no Estado é modelo para todo o país. O pesquisador Paulo Barrato disse que mais de 75% das áreas desmatadas são alocadas para a pecuária. "Como em geral, desmatar uma nova área é mais barato, a tendência é que as pessoas continuem desmatando", afirmou o pesquisador.
O superintendente da Acrimat Luciano Vacari enfatizou que toda a tividade produtiva contribui para a emissão de gases efeito estufa. "Precisamos saber a quantidade de produção desses animais e saber se o número é muito grande ou não", explicou.
Polêmica entre os pecuaristas
O crescimento do desmatamento não escapa dos satélites que monitoram a região. Os pesquisadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), uma ONG que acompanha a devastação da floresta, analisaram as imagens do impacto da pecuária nas mudanças climáticas.
Eles concluíram que de cada 10 áreas abertas para criação de gado, sete são desmatadas. A conclusão gerou polêmica com os pecuaristas de Mato Grosso, Estado que tem o maior rebanho do país: 26 milhões de cabeça.
De acordo com o pesquisador da Imazon, Paulo Barrato, a pecuária cresce muito na região baseada em novos desmatamentos. "As pessoas abrem novas áreas para aumentar a pecuária e isso leva à emissão dos gases do efeito estufa", disse o pesquisador.
Já o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, rebateu. Ele disse que a afirmação anterior significa uma pecuária antiga, sendo que hoje, o pecuarista mato-grossense dá exemplo para todo o país com a ajuda da tecnologia, em como investir em genética e em práticas de sustentabilidade.
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Quarta-feira, Janeiro 28, 2009
0
comentários
Marcadores: Meio Ambiente
sábado, 13 de dezembro de 2008
Eventos
EVENTOS VEGetariANOS – RIO DE JANEIRO:
| Evento: | 1) JANTAR BENEFICENTE DE NATAL |
| Data: | 13 de dezembro de 2008 (Sábado). |
| Horário: | das 18:00 às 21:30 hs |
| Local: | RESTAURANTE REFEITÓRIO ORGÂNICO Rua 19 de fevereiro, 120 (próximo ao metrô estação Botafogo).
|
| Informação: | Tel.: (21) 2537-0750 |
| Organização: |
Valor: R$ 19,80 - BUFFET LIBERADO (BEBIDAS À PARTE).
Parte da renda será doada para ( R$ 7,80 de cada R$ 19,80) para "SOS FELINOS, CANINOS & OUTROS"
"ANA DE BOTAFOGO"
Levem também suas doações como remédios (de Pet Shop e de uso Humano, mesmo que abertos e com a validade vencendo), comedouros e vasilhas, caminhas, caixas transportadores, etc.
Ajuda também quem se interessar em adotar um dos Animais dos abrigos, que estão no aguardo de um lar harmonioso com um tutor amoroso e responsável. Conversem com a Rosely e com a Ana no dia do Jantar.
Levem a Família e os Amigos!
| Evento: | 2) LUAU NATAL - VEGETARIANO |
| Data: | 15 de dezembro de 2008 (2ª feira). |
| Horário: | das 19:00 hs |
| Local: | Praia Vermelha – Rio de Janeiro – RJ (próximo da estação do bondinho do Pão de Açúcar) |
| Informação: | Tel.: (21) 2537-0750 |
| Organização: |
Além da fogueira, o Paravioma, dos Hare, fará a cerîmônia do fogo.
Cada um leva comida Vegana ou frutas (frescas ou secas), suco.
Uma boa proposta é cada um levar seu copo e pratos, para evitarmos os descartáveis.
Fixaremos as nossas faixas no local. Não esqueçam de levar canga ou algo para sentar e colocar as comidas.
| Evento: | 3) Campanha ULA – Natal com mais vida. |
|
| Em Campo Grande – RJ: |
| 13/12 - sáb: | Calçadão de Campo Grande - a partir das 10h |
| 14/12 - Dom: | Em frente ao West Shopping - a partir das 15h |
|
| Em Bangu – RJ: |
| 20/12 - sáb: | Calçadão de Bangu - a partir das 10h |
| Organização: | ULA! - União Libertária Animal Pelo Fim da Exploração e Banalização da Vida Senciente |
Neste fim de ano, a União Libertaria Animal, estará promovendo a campanha Natal com Mais Vida, onde serão abordadas as principais problemáticas decorrentes das festas de fim de ano, em relação aos animais.
Serão apresentados os temas de Alimentação (alternativas éticas, saudáveis e sem crueldade animal) e Animais Domésticos (abandono, compra, adoção e guarda responsável).
Os ativistas realizarão manisfestações na zona oeste do Rio, com faixas, cartazes, panfletagem, distribuição de brindes libertários e degustação de panetone vegano.
Neste Natal:
- Não Celebre a Vida com a morte de inocente em sua mesa. Inove na ceia!
- Animal não é brinquedo. Não os dê de presente. Adote um animal carente!
- Não abandone para viajar. Ele também quer festejar!
Divulgação do cartaz:
http://www.
| Evento: | 4) 34ª. Campanha de Adoção do SOS Vida Animal – Campanha de Natal. |
| Data: | 13 de dezembro de 2008 (Sábado). |
| Horário: | das 10:00 às 16 hs |
| Local: | Praça Edmundo Bitencourt - Bairro Peixoto - Copacabana. |
| Informação: | Tel.: (21) 2537-0750 |
| Organização: | www.familiaauquimia.org |
Venha conhecer de perto o trabalho!
Adote um focinho do SOS Vida Animal!
Todos os animais são doados castrados, vacinados e vermifugados!
Nesta Campanha haverá venda de alguns produtos do SOS Vida Animal:
Calendários 2009 - imperdível, lindos!
Camisas e camisetas do SOS Vida Animal
Adesivos para Carro (vidro e lataria)
Compre os produtos e ajude a fazer um Natal melhor para os nossos focinhos!
Doe:
Areia higiênica, Ração para cães e gatos (adultos e filhotes), Itraconazol, Doxiciclina, Amoxicilina + Clavulanato de Potássio, Vermífugo para cães e gatos (adultos e filhotes), Capstar, Frontline, Citoneurim, Maxicam, Baytril, Dorless, Trofodermin (pomada), Produtos de limpeza, Jornais e sacos plásticos, Produtos Pet, mesmo usados, Shampoos.
Equipe SOS Vida Animal
http://www.sosvidaanimal.com.
http://blog.sosvidaanimal.com.
Informações pelo e-mail: adote@sosvidaanimal.com.br
| Evento: | 5) XXII CAMPANHA DE ADOÇÃO PET ESPERANÇA e ABRIGO DA SERRA |
| Data: | 14 de dezembro de 2008 (Domingo). |
| Horário: | das 10:00 às 16 hs |
| Local: | Praça Edmundo Rego, Grajaú/ Rio de Janeiro-RJ. |
| Informação: | Thereza (21) 8877-8790 |
| Organização: | http://petesperanca.blogspot. |
Mesmo que não possa adotar, você pode ajudar doando:
- ração (qualquer quantidade e marca)
- vermífugos e medicação em geral (mesmo já aberto)
- potes, comedouros, roupinhas, caminhas, toalhas, lençóis, cobertores, coleiras (mesmo já usados).
- jornal
Ou ainda, participando como voluntário da Campanha!!!
Vários fofinhos estarão aguardando pela chance de encontrar uma família responsável e amorosa! ADOTE!!!! Para adotar, é preciso levar cópia de documento de identidade e de comprovante de residência.
| Evento: | 6) PET BOAS FESTAS NO ATERRO DO FLAMENGO |
| Data: | 14 de dezembro de 2008 (Domingo). |
| Horário: | Início às 9h e Concurso às 11h |
| Local: | - PARQUE DO FLAMENGO (ENTRE AS RUAS DOIS DE DEZEMBRO E BUARQUE DE MACEDO) |
| Informação: | Andréa Lambert |
| Organização: |
|
Compareça adote um cão ou gato ou simplesmente faça uma doação de ração, medicamentos, cobertores e produtos de limpeza para ajudar os animais! www.gatosdocampodesantana;kit.
PREMIAÇÃO DO PET BOAS FESTAS- - Só terá o Concurso Temático
FICHA DE INSCRIÇÃO - Pode ser Pega nas Pets e Veterinárias do Flamengo, Laranjeiras, Catete e Botafogo
- DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS PET.
| Evento: | 7) BRAHMA KUMARIS –Painel Viver com Dignidade |
| Data: | 14 de dezembro de 2008 (Domingo). |
| Horário: | das 18:30 hs |
| Local: | Av. N.S.Copacabana, 103 salão 204 |
| Informação: | Tel.: (21) 2275-7693 |
| Organização: | Site nacional: www.bkumaris.org.br |
Celebração do 60º aniversário da
Declaração Universal de Direitos Humanos
Participação:
- Leonardo Brandão, advogado, ex-subsecretário de direitos humanos da Prefeitura de Niterói.
- Tereza Cristina Bernardes, educadora ambiental, instrutora de cursos
da Brahma Kumaris.
| Evento: | 8) ESPAÇO CORPO DE MENTE 9º Encontro de Mantras e Sat Sanga |
| Data: | 13 de dezembro de 2008 (Sábado). |
| Horário: | das 10 hs |
| Local: | Rua Justiniano da Rocha 137 - Vila Isabel |
| Informação: | Tel.: (21) 2567-7535 / 2567-7541 |
| Organização: |
Todos os participantes deverão levar flores e frutas.
Evento gratuito.
______________________________
EVENTOS VEGetariANOS – FORA DO RIO:
| Evento: | 1) em SP III Edição do Bazar Vegano de Final de Ano |
| Data: | 14 de Dezembro de 2008 – Domingo |
| Horário: | das 10 às 19 hs. |
| Local: | Rua Condessa de São Joaquim, 215 – São Paulo - SP (Próx ao metro São Joaquim) |
| Informação: | |
| Apoio: | www.culinariavegetariana.com |
Todos os produtos a vendas são veganos.
Lembrando que quem comprar os produtos das ONG´s presentes lá
estarão ajudando os animais que precisam muito de ajuda!
Mapa de como chegar em: http://www.
Roupas, acessórios, cosméticos, livros, artesanato,
Praça de Alimentação Vegana.
Presença de ONGs de proteção e direitos animais
Alguns expositores já confirmados:
- Mundo Miau - bijoux - http://www.mundomiau.com/
- Bottons Atack - Bottons, dvd´s, livros, absorventes ecologicos - http://bottons.multiply.com/
- Siunka - Camisetas e acessórios - www.siunka.com
- Culinaria Vegetariana - Livros, chocolates - www.culinariavegetariana.com
- Toca dos Gatinhos - bijoux - http://www.toca.gatinhos.nom.
- Surya - cosméticos - http://www.suryacosmetics.com/
- Rancho dos gnomos - suco de uva, farofa de soja - http://www.ranchodosgnomos.
- Sampamazonia - cosméticos e artesanato- http://www.sampamazonia.com.
- Oh maria - Bolsas e acessórios - www.ohmaria.com.br
- Violet shop - acessórios - http://www.flickr.com/photos/
- Instituto Nina Rosa - Camisetas, dvd´s, livros - www.ninarosa.org
- Pea - camisetas e acessórios - www.pea.org.br
- Ativismo.com - camisetas e livros - www.ativismo.com
- Blousnii - artesanato e cosméticos - http://www.blousnii.com.br
- Taratatum - calças e roupas xadrez - www.fotolog.com/taratatum
- Azul Banana - Roupas
Na Praça de Alimentação:
Bolos Mamute
Yakissoba do Diogo
Samosas da Marisa
Docinhos e panetones Mama Vegan
Hamburgers e esfihas Lar Vegetariano
Bolos e cookies da Lori e Heather
Chocolates da Ana Maria
Sucos e mupys!
______________________________
ENCHENTE DE SANTA CATARINA:
Enchente de Santa Catarina:
Seguem algumas informações que recebemos, para os animais de Santa Catarina! Várias Ongs estão se mobilizando para os resgates dos animais.
Para os humanos, as doações no RJ, devem ser entregues à Defesa Civil. No caso de grande quantidade de doações contato com a Defesa Civil (tel: 199), será enviado um carro oficial para a retirada.
Postos de arrecadação no Rio de Janeiro – enchente em SC.
Podemos procurar os postos de arrecadação com ração e ver o que eles fazem, vamos começar um movimento e tentar que torne uma norma arrecadar doações para animais também
QUARTÉIS QUE RECEBERÃO DOAÇÕES:
· GOCG - Grupamento Opercional do Comando Geral - Pça. da República, 45 - Centro - RJ;
· 1º GBM - Humaitá - Rua Humaitá, 126;
· 2º GBM - Méier - Rua Aristides Caire, 56;
· 3º GBM - Niterói - Rua Marquês do Paraná, 134 - Centro;
· 4º GBM - Nova Iguaçú - Av. Governador Roberto da Silveira, 1221 - Posse;
· 8º GBM - Campinho - Rua Domingos Lopes, 336;
· 11º GBM - Vila Isabel - Rua 8 de dezembro, 456;
· DBM 2/11 - Grajaú - Rua Marechal Jofre, 80;
· 12º GBM - Jacarepaguá - Rua Henriqueta, 99 - Tanque;
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Sábado, Dezembro 13, 2008
0
comentários
Marcadores: Eventos, Proteção dos Animais, Veganismo**
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Valeu a dica!
Para quem não sabe, eu ando num estado "passeando pelas nuvens" de curtir a próle recém chegada. Um maravilha que eu não sabia ser tão bom. Por isso o blogue anda meio assim como eu, pelas nuves... Obrigada pessoas!
Publicado na Anda, dica do leitor Mao.
Esclarecimento | ||
Esclarecimento | ||
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
0
comentários
Marcadores: Veganismo**
Pelo desaleitamento adulto!
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
0
comentários
Marcadores: Direitos dos Animais
domingo, 30 de novembro de 2008
A moda do vegetarianismo – e seus riscos
Quando deu uma entrevista à ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), em abril, o ex-Beatle Paul McCartney causou furor. Segundo ele, uma das principais medidas que uma pessoa pode tomar para ajudar a combater o aquecimento global, e por tabela o sofrimento dos animais, alvo do Peta, é se tornar vegetariano. Para McCartney, as quantidades de água e terra usadas na produção de carne tornam a pecuária uma das maiores culpadas pelas mudanças climáticas. Como o músico, muitas outras celebridades, como os atores Richard Gere e Brad Pitt, por exemplo, têm adotado o vegetarianismo, um tipo de mudança de hábito que vem crescendo, como comprova o número cada vez maior de produtos vegetarianos que aparecem nos supermercados e de restaurantes naturais – alguns de chefs renomados – que são montados nas cidades brasileiras.
Vegetarianos convictos, o ator de Hollywood Richard Gere (à esq.) e o ex-Beatle Paul McCartney fazem lobby por esse tipo de comportamento para salvar o planeta
Para deixar de lado a carne vermelha, considerada a maior vilã tanto em termos de danos ao ambiente quanto de saúde, e outras carnes, no entanto, é preciso ter cuidado para não desequilibrar a alimentação. "O importante é saber que tanto quem come carne quanto os vegetarianos podem ter problemas de saúde por conta de deficiências na alimentação", diz o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo. Segundo ele, o aumento do número de produtos e restaurantes naturais reflete uma quantidade crescente de pessoas que optam por uma dieta vegetariana, ou parcialmente vegetariana. "As pessoas evocam filosofia de vida, questões culturais e religiosas e medo de doenças cardiovasculares para reduzir o consumo de carne", diz.
Quem não liga para o destino do gado ou para o aquecimento global tem nas doenças cardiovasculares um motivo para diminuir a ingestão de carne vermelha. Responsáveis pela morte de 32% dos homens e 27% das mulheres, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde em outubro, as doenças cardiovasculares têm entre suas causas o acúmulo de acido úrico e colesterol, gerados pelo consumo em grande quantidade de proteínas animais, presente nas carnes. "O recomendado é ingerir carnes vermelhas duas ou três vezes por semana, intercalando com carnes brancas”, diz Soares.
É preciso ter atenção para manter uma dieta completamente vegetariana
Reduzir a ingestão de carne vermelha não é uma tarefa fácil num país onde o consumo de carne bovina passa de 37 quilos por pessoa por ano. A saída mais simples é aumentar o consumo de carnes como as de frango e peixe. Mas quem faz isso não é considerado um vegetariano. Para tanto, é necessário cessar completamente a ingestão de todo o tipo de carne. Assim, a forma mais segura de rumar ao vegetarianismo é optar por uma dieta ovolactovegetariana, que inclui, além dos vegetais, pratos à base de derivados de leite e ovos. “Assim a pessoa não ficará sem as proteínas animais presentes nas carnes”, diz Soares.
A opção mais radical de vegetarianismo é o veganismo, uma filosofia que vem crescendo em todo o mundo e que proíbe seus seguidores de comer e usar qualquer produto de origem animal. O endocrinologista da Unifesp lembra que muitas pessoas que adotam esse tipo de comportamento, também conhecido como vegetarianismo restrito, substituem as carnes pela carne de soja, o que pode trazer carências nutricionais.
"A soja é o alimento que mais se aproxima da carne pela quantidade de aminoácidos que possui, mas ela não substitui totalmente a carne por falta de proteínas animais", explica. Segundo Soares, nesses casos é preciso recorrer a suplementos alimentares, como o de vitamina B12, presente apenas em produtos de origem animal. "A falta dessas proteínas e vitaminas pode causar problemas como anemia, queda de cabelo e fraqueza muscular".
De acordo com Soares, a opção pelo vegetarianismo tem atraído principalmente os jovens, e muitos deles tentam transmitir esses valores para seus filhos, o que pode ser perigoso caso a opção da dieta seja muito radical. "O vegetarianismo restrito é totalmente contra-indicado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos", diz. Ele explica que a falta de proteínas animais pode prejudicar muito o crescimento e o desenvolvimento da criança e trazer problemas como alterações funcionais nos órgãos.
Quando os ideais da família são intransponíveis e os pais desejam criar seus filhos com valores vegetarianos restritos, a solução é se preparar para cuidar diariamente de todos os detalhes da alimentação diária das crianças. "Nesses casos é preciso procurar conselho médico para evitar prejuízos para a vida da criança".
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Domingo, Novembro 30, 2008
2
comentários
Marcadores: Direitos dos Animais, Meio Ambiente, Veganismo**, Vegetarianimso
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Deveríamos parar de comer carne?
Superinteressante, abril de 2002
Câncer, doenças cardíacas, crueldade com os animais, matança de semelhantes, desastre ecológico... Afinal, será que você deveria virar um vegetariano?
Denis Russo Burgierman / Alceu Nunes
Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Embora a porcentagem de vegetarianos venha se mantendo mais ou menos estável ao longo da história, há um interesse crescente no assunto – restaurantes naturais e vegetarianos ficam lotados na hora do almoço, tornou-se comum, pelo menos nas classes médias urbanas, a preocupação em reduzir o consumo de carne, e surgiu uma indústria bilionária de produtos naturais que, nos Estados Unidos, já movimenta quase 8 bilhões de dólares.
Esta reportagem não ensina você a comer. Felizmente, essa ainda é uma decisão pessoal, que depende apenas do seu julgamento sobre o que é certo e o que é errado e – não menos importante – do seu gosto. O que essa matéria faz é tentar ajudar na decisão com o máximo possível de informação insuspeita sobre cada um dos muitos aspectos envolvidos nessa importante decisão. Se você, depois de terminá-la, vai devorar um brócolis ou um cheeseburger, já não é assunto nosso. Só esperamos que, terminado o texto, ao decidir o que comer você saiba o que está fazendo e o que isso implica.
O que é a carne?
A faca desce macia, cortando sem esforço o pedaço de picanha. Dourada e crocante nas bordas, tenra e úmida no centro. Você põe a carne na boca e mastiga devagar, sentindo o tempero, a maciez, a temperatura. O sumo que escorre dela enche a boca e, com ele, o sabor incomparável. Carne é bom.
Mas que tal assistir à mesma cena sob outra perspectiva? No prato jaz um pedaço de músculo, amputado da região pélvica de um animal bem maior que você. Com a faca, você serra os feixes musculares. A seguir, coloca o tecido morto na boca e começa a dilacerá-lo com os dentes. As fibras musculares, células compridas – de até 4 centímetros – e resistentes, são picadas em pedaços. Na sua boca, a água (que ocupa até 75% da célula) se espalha, carregando organelas celulares e todas as vitaminas, os minerais e a abundante gordura que tornavam o músculo capaz de realizar suas funções, inclusive a de se contrair. Sim, meu caro, por mais que você odeie pensar que a comida no seu prato tenha sido um animal um dia, você está comendo um cadáver.
Carne é tecido animal, em geral muscular. As fibras que a compõe são feixes de células musculares, enroladas umas nas outras. Em volta delas há uma cobertura de gordura, cuja função é lubrificar o músculo e permitir que ele relaxe e se contraia suavemente. Ou seja, não há carne sem gordura.
A diferença entre carne branca e vermelha é a quantidade de ferro no tecido – o mesmo mineral que dá cor ao sangue. As células de animais grandes, como o boi, são ricas de uma molécula chamada mioglobina, que contém ferro. Peixes e galinhas, por terem o corpo menor, não precisam de reservas tão grandes de nutrientes nas células e, por isso, têm menos mioglobina. Animais mais velhos têm carne mais vermelha – isso explica a brancura do frango industrializado, abatido antes dos dois meses, se comparado à galinha caipira. Essa última tem mais tempo para acumular mioglobina nas células.
Números, números, números
Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.
Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado bovino – uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano – ou seja, uma família de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses. Somos o quarto país do mundo onde mais se come carne bovina (veja quadro na página 44). Um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano.
Todos os tipos de vegetarianos
Vegetarianos não são todos iguais. Conheça as diferenças.
Ovolactovegetarianos
Não comem carne de nenhum tipo, mas consomem ovos, leite e derivados. Em geral, quando alguém diz que é "vegetariano", é essa dieta que ele segue.
Lactovegetarianos
Provavelmente o mais numeroso dos grupos, já que essa dieta é predominante no sul da Índia – por razões religiosas. Nada de carne, mas leite e derivados estão liberados. O ovo é terminantemente proibido, por conter a "vibração da vida".
Vegans
Não consomem nada de origem animal: carne, ovos, leite, mel. Roupas de couro, lã e seda também estão proibidas.
Semivegetarianos
Aquelas pessoas que afirmam ser vegetarianas, mas abrem exceções para peixes ou aves. São vistos com desdém pelos outros grupos. A principal razão para essa dieta, que recusa só a carne vermelha, é o cuidado com a saúde.
Macrobióticos
Dieta tradicional japonesa, que pode ser vegan, ovolactovegetariana ou incluir peixe. Há várias restrições – a dieta acompanha as estações do ano, o cardápio tem que incluir uma árvore toda, da semente ao fruto. Como foi elaborada no Japão, a macrobiótica não contempla a realidade brasileira (as estações do ano, por exemplo, são diferentes aqui). Isso pode levar a deficiências alimentares.
Crudivorismo
Só comem vegetais crus. É preciso cuidado com essa dieta, porque ela exclui os grãos, que são as melhores fontes de proteína e ferro dos vegetarianos. Há risco de desnutrição.
Frugivorismo
Os frugivoristas não só rejeitam carne, como evitam machucar ou matar vegetais. Por isso, comem apenas aquilo que as plantas "querem" que seja comido: frutas e castanhas. Consideram o consumo de folhas, caules e raízes uma violência. A dieta não é das mais saudáveis, já que é pobre em proteínas e em minerais.
Carne faz mal?
Quem come mais carne – especialmente carne vermelha – tem índices maiores de câncer e de enfarte, as duas principais causas de morte do planeta. É o que dizem as estatísticas. Carne faz mal, então? Não é tão simples.
Nos últimos 30 anos, as autoridades dos Estados Unidos vêm aconselhando os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos aumenta a taxa de colesterol e, com isso, causa ataques cardíacos. O conselho virou norma no mundo todo – a Organização Mundial da Saúde e vários governos adotaram a política de reduzir a gordura saturada. Tudo muito bom, só que tem algumas peças que, mesmo após três décadas de pesquisas, continuam não se encaixando no quebra-cabeças.
Uma delas é a Europa mediterrânea. Lá, desde que terminaram os rigores da Segunda Guerra, o consumo de carne vermelha tem aumentado. Pois bem: a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período. E a França? O país da pâtisserie, fã ardoroso das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando o que quer que seja em manteiga derretida, tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.
No ano passado, Gary Taubes, correspondente da revista americana Science e um dos principais escritores de ciência do mundo, escreveu um longo artigo no qual classificava o medo da gordura saturada como "dogma". Taubes afirma que, mesmo com tanta pesquisa, não há prova de que gordura saturada e enfartes estão ligados. E vai além: diz que a propaganda do governo só serviu para fazer com que os americanos comessem mais – ao evitar a gordura, eles acabavam ingerindo mais carboidratos, mais açúcar, para manter a quantidade diária de calorias (o corpo tende a reclamar quando as calorias são insuficientes para saciá-lo – isso se chama fome). Resultado: o índice de obesidade passou de 14% para 22% no país. E obesidade, sabidamente, é um sério fator de risco para doenças cardíacas.
A maior parte do mundo médico ainda acredita na malignidade da carne vermelha e da manteiga. ("Não tenho dúvidas da relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares", afirma o nutricionista argentino Cecílio Morón, oficial da agência da ONU que cuida de alimentação, a FAO. Denise Coutinho, que coordena a política de nutrição do governo brasileiro, repetiu quase as mesmas palavras.) Mas o artigo de Taubes serviu para mostrar que nutrição não é baseada numa relação simples de causa e conseqüência, tipo "mais carne, mais ataques cardíacos".
Mas, afinal, o que sobra da discussão? Dietas de países gelados como a Escócia e a Finlândia, onde o único vegetal consumido em quantidade é o tabaco, estão equivocadas. Os altos índices de ataques cardíacos por lá são prova incontestável. Mas os franceses, e os mediterrâneos em geral, devem estar fazendo alguma coisa certa. Sua dieta é variada e rica em vegetais frescos, azeite de oliva (tido como redutor de colesterol), vinho e carne de todos os tipos. Ao contrário dos americanos, esses povos comem com calma, em ambientes descontraídos. O que os está salvando dos ataques cardíacos? Os legumes, o azeite, o vinho, a conversa mole depois do almoço, a brisa marinha? Ninguém sabe ao certo. Provavelmente é uma conjunção de todos esses fatores.
O raciocínio vale em parte para o câncer também. Os comedores de carne morrem mais de câncer de intestino, boca, faringe, estômago, seio e próstata. Ainda assim, o elo entre carne e câncer é meio frouxo. Tudo indica que, se é que a carne aumenta mesmo a incidência de câncer, sua influência é bem pequena – um fator entre muitos.
Agora, de uma coisa ninguém tem dúvidas: vegetais fazem bem. Uma dieta rica em frutas, legumes e verduras claramente reduz as chances de ter câncer no esôfago, na boca, no estômago, no intestino, no reto, no pulmão, na próstata e na laringe, além de afastar os ataques cardíacos. Frutas e legumes amarelos têm caroteno, que previne câncer no estômago; a soja possui isoflavona, que diminui a incidência de câncer de mama e osteoporose; o alho tem alicina, que fortalece o sistema imunológico; e por aí vai – essa lista poderia ocupar o resto da revista. Em resumo: não está bem claro se a carne faz mal. Muito bem, pelo jeito, não faz. Mas, para ser saudável, o importante é ter uma dieta rica e variada de vegetais. Seja ela vegetariana ou não.
Dá para viver sem carne?
Dá. O vegetarianismo exige cuidados e conhecimentos de nutrição, mas com certeza pode-se ter uma dieta saudável sem carne. Aliás, o fato de exigir cuidados a faz mais saudável. Um vegetariano tende a prestar mais atenção no que come e nos efeitos disso sobre seu corpo. E isso, em si, já é um hábito salutar. Muitos nutricionistas afirmam que as crianças não devem, de maneira nenhuma, ficar sem proteína animal, sob risco de terem o desenvolvimento cerebral prejudicado. Essa regra deve ser seguida a não ser que os pais saibam muito bem o que estão fazendo, conheçam as propriedades de cada alimento e – não menos importante – que a criança queira.
Os ovolactovegetarianos não têm problemas com proteínas porque os derivados de animais são tão protéicos quanto a carne. O perigo é que leite e ovos são pobres em minerais, especialmente ferro, que é fundamental para a saúde – ele é usado para construir a hemoglobina, uma molécula cuja função é carregar o oxigênio do pulmão para as células. Sem ferro, portanto, as células podem morrer. Isso é a anemia.
Ou seja, ovolactovegetarianos não podem basear sua dieta no leite, nos ovos e nos queijos, sob risco de ficarem sem nutrientes valiosos. É preciso comer muitos e variados vegetais, em especial soja, feijão, brócolis, couve, espinafre – todos ricos em ferro. A quantidade é fundamental, porque o ferro dos vegetais é menos absorvido pelo corpo que o de origem animal. Uma boa dica é acompanhar as refeições com suco de laranja, já que a vitamina C ajuda na absorção do ferro. Outra fonte de ferro é a casca de grãos como o arroz e o trigo. Por isso, eles devem ser sempre integrais. Denise Coutinho, responsável pela política nutricional do governo federal, adiantou à Super que está em estudo uma medida para tornar a fortificação com ferro obrigatória nas farinhas de trigo e de milho. A medida, que visa combater a desnutrição, vai acabar ajudando a vida dos vegetarianos.
Já para os vegans, a palavrinha mágica é "soja". Se você não gosta desse grão ou é alérgico a ele, virar vegan vai ser bem mais penoso. A questão é a seguinte: suprir suas necessidades protéicas com carne é fácil. "Afinal, você é feito de carne", diz Pedro de Felício, especialista em produtos de origem animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um bife tem a mesma composição que os músculos do seu corpo. As proteínas das quais ele é feito são, também, iguais às suas, feitas com os mesmos aminoácidos. Portanto, contêm tudo o que você precisa.
Proteínas vegetais são mais simples. Elas não contêm todos os componentes necessários. A soja, entre os vegetais, é o que tem as proteínas mais completas. Há outras fontes de proteína, como o feijão, mas, se você não come soja, vai precisar de grandes quantidades e de muita variedade de vegetais para juntar todos os aminoácidos de que precisa. "Desde que sigam essa regra, os vegans tendem a ter uma dieta até mais equilibrada que os ovolactovegetarianos, já que não ocupam lugar no estômago com ovos e leite, que são pobres em vários nutrientes", diz o nutricionista vegan George Guimarães.
Uma questão para os vegans é a vitamina B12, que o corpo não produz e não existe em vegetais. A B12 é fabricada por bactérias e pode ser encontrada nos animais (que comem bactérias ao ciscar ou pastar). Mas suprir as necessidades de B12 é fácil: qualquer biscoito ou cereal com a palavra "fortificado" no rótulo contém a vitamina. Ela também é vendida em cápsulas.
Samos vegetarianos por natureza?
Não. "O homem tem dentes pequenos e sistema digestivo curto, características de onívoros", afirma o antropólogo físico Walter Neves, da Universidade de São Paulo, maior especialista brasileiro em homens pré-históricos. Ou seja, nosso organismo está preparado para comer de tudo, inclusive carne. Somos como o chimpanzé, que, além de plantas, cata insetos, lagartos e roedores. E diferentes do gorila, que só come plantas e, para isso, tem dentes molares imensos e uma barriga enorme (se você também tem uma, por favor não tome isso como uma comparação). Os dentes grandes servem para criar mais área de mastigação e, assim, triturar melhor as folhas e tirar delas os escassos nutrientes. A barriga abriga o intestino e o estômago, que são bem maiores para dar mais tempo ao organismo de absorver o que interessa.
Walter afirma que, num passado longínquo, nos alimentávamos como chimpanzés. Mas há 2,5 milhões de anos nossa dieta mudou. Começamos a fabricar instrumentos de pedra e as novas armas permitiram que incluíssemos no cardápio a carne de grandes mamíferos. Assim, nossa ingestão de proteína animal aumentou demais. "Sem isso, não teríamos desenvolvido um cérebro grande", diz Walter. O aumento súbito de proteína na dieta permitiu que nosso corpo investisse mais recursos no sistema nervoso. Hoje, de 30% a 40% de tudo o que comemos vira combustível para fazer o cérebro funcionar. Sem o aumento na ingestão de carne, isso jamais seria possível.
Mas, na mesma época, surgiu um gênero de humanídeos estritamente vegetarianos. Conhecidos como Paranthropus, eles tinham grandes molares, eram barrigudos e não comiam animais de nenhuma espécie, nem insetos. Esses humanos vegetarianos conviviam com os humanos caçadores – há um lago no Quênia onde foram encontradas ossadas das duas espécies, com aproximadamente a mesma idade, a poucos quilômetros de distância.
O Paranthropus se extinguiu há 1,2 milhão de anos, provavelmente porque sua dieta mais restritiva o atrapalhou na competição com nossos ancestrais generalistas. Nossos primos vegetarianos deviam ser muito menos espertos que seus contemporâneos Homo, como atesta o tamanho de seu cérebro. "Eles investiram os recursos do organismo em dentes, os Homo investiram no cérebro", diz Walter.
Quer dizer que precisamos comer carne para raciocinar? Não. Há 2,5 milhões de anos era assim porque não sabíamos plantar e nossa dieta quase não incluía plantas protéicas. Os únicos vegetais que comíamos eram frutas, folhas e raízes. Hoje, é possível ter uma dieta rica em proteínas sem carne.
Vaca, a onipresente
Há quem diga que o problema de comer carne é moral: não teríamos o direito de matar para comer. Mas, se você acha que basta parar de comer carne para acabar com a matança, está enganado. Há muito mais produtos no mercado que incluem animais mortos do que imagina a nossa vã filosofia.
Para começar, boa parte da indústria de vestuário depende de animais. O couro, você sabe, é a pele de bichos abatidos. Para separar o fio de seda, é preciso ferver o bicho-da-seda. Além disoo, filmes fotográficos e de cinema são recobertos por uma gelatina, retirada da canela da vaca. Ou seja, um vegan radical só tira fotos digitais. Dos pés bovinos saem também substâncias usadas na espuma dos extintores de incêndio. O sangue bovino rende um fixador para tinturas e a gordura acaba em pneus, plásticos, detergentes, velas e no PVC. Cremes de barbear, xampus, cosméticos e dinamite derivam da glicerina, substância que contém gordura bovina. A quantidade de medicamentos feitos com pedaços de gado, do pâncreas ao cordão umbilical, passando pelos testículos, é imensa.
Há um pouco das vacas também em vários produtos da indústria alimentícia – e não estamos falando só de bife à parmegiana. A gelatina deve a consistência ao colágeno arrancado da pele e dos ossos. Aliás, quase toda comida elástica contém colágeno – da maria-mole ao chiclete. Os queijos curados são feitos com uma enzima do estômago do bezerro. Além dos bovinos, vários outros animais são usados pela indústria de comida. Vegans devem ficar de olho nos rótulos e evitar dois corantes: coxonilha e carmin. O primeiro, usado para tingir de azul, é feito de besouros moídos. O segundo, que pinta de vermelho, é feito de lesmas amassadas.
O planeta precisa de carne?
Na verdade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.
Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos – graças ao clima é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.
E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. "Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não pára de se expandir", diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global. Os gases da flatulência de bois e ovelhas – não, isso não é uma piada – estão entre os principais causadores do efeito estufa.
Como vimem - e morrem - os animais
Boi
No Brasil, os bois são criados soltos. Provavelmente, essa forma de criação é menos terrível que a de países frios do Cone Sul e da Europa, onde os invernos matam o pasto e fazem com que os animais fiquem fechados em áreas apertadas, comendo só ração. Isso não quer dizer que seja o melhor dos mundos. Os animais muitas vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e apanham copiosamente. "O manejo no Brasil é muito bruto", diz o etólogo Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jaboticabal, especialista no assunto.
Não existe aqui no Brasil a produção de vitela – carne muito branca e macia de bezerros mantidos em jaulas superapertadas para evitar que se movimentem. Para acentuar a brancura da carne, os criadores não permitem que o bezerro coma grama ou grãos, só leite – a dieta tem que ser pobre em ferro e em outros nutrientes, forçando uma anemia no animal. Com isso, torna-se necessário o consumo de antibióticos, para diminuir o risco de infecções do animal desnutrido. "A vitela deveria ser proibida no mundo inteiro", afirma o agrônomo e etólogo Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, especialista em técnicas de manejo da Universidade Federal de Santa Catarina.
Para matar um boi, primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola de ar comprimido. O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos. Ele então é erguido por uma argola na pata traseira e outro funcionário corta sua garganta. "O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação de microorganismos", diz Ari Ajzenstein, fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que zela para que as regras de higiene e de bons tratos no abate sejam cumpridas.
Em 1997, a ativista de direitos dos animais americana Gail Eisnitz escreveu o bombástico livro Slaughterhouse ("Matadouro", inédito no Brasil), no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. "Não vou dizer que isso não acontece no Brasil, mas não é freqüente", afirma Mateus Paranhos.
O abate a marretadas está proibido no país, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos e, portanto, sem fiscalização. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo.
Galinhas
Essas quase sempre levam uma vida miserável. Vivem espremidas numa gaiola do tamanho delas. As luzes ficam acesas até 18 horas por dia – assim elas não dormem e comem mais (isso acontece principalmente com as que produzem ovos). Seus bicos são cortados para que não matem umas às outras e para evitar que elas escolham que parte da ração querem comer – caso contrário, ciscariam apenas os grãos de seu agrado e deixariam de lado alimentos que servem para que engordem rápido.
A morte é rápida. As galinhas ficam presas numa esteira rolante que passa sob um eletrodo. O choque desacorda a ave e, em seguida, uma lâmina corta seu pescoço. O esquema é industrial. Hoje, nos Estados Unidos, são abatidas, em um dia, tantas aves quanto a indústria levava um ano para matar em 1930. Nas granjas de ovos, pintinhos machos são sacrificados numa espécie de liquidificador gigante. Parece horrível, mas é a mais indolor das mortes descritas aqui.
Porcos
Outros azarados. Não têm espaço nem para deitar confortavelmente. "São confinados do nascimento ao abate", diz Pinheiro Filho. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos, mas isso provavelmente é incomum.
Patos e gansos
Os mais infelizes dos nossos alimentos provavelmente são os gansos e patos da França. O foie gras, um patê tradicional e sofisticado, é feito com o fígado inflamado das aves. Os produtores colocam um funil na boca delas e as entopem de comida por meses, fazendo com que o fígado trabalhe dobrado. Isso provoca uma inflamação e faz com que o órgão fique imenso, cheio de gordura. Ou seja, o patê, na prática, é uma doença. Há movimentos pedindo o banimento do produto. Não se produz foie gras no Brasil.
E o que fazer a respeito
Há uma verdade inescapável: ao comermos carne, somos indiretamente responsáveis pela morte de seres que têm pai, mãe, sofrem, sentem medo. "Os vertebrados sentem dor", diz Rita Paixão, fisiologista e bioeticista da Universidade Federal Fluminense. Isso é um fato e, se você pretende continuar comendo carne, é bom se acostumar com ele. Mas podemos ao menos minimizar o sofrimento, escolhendo comidas que impliquem em menos crueldade. O mercado oferece alternativas.
Uma delas são os ovos caipiras, produzidos por galinhas criadas soltas, em companhia de galos, sob o sol – um desinfetante natural –, comendo o que querem com seus bicos inteiros. A maior granja brasileira de ovos caipiras é a Yamaguishi, que distribui "ovos da galinha feliz" pela região de Campinas e em São Paulo. "Os ovos que nós produzimos... quer dizer, que nossas galinhas produzem", diz Marcelo Minutti, gerente da granja, "são mais saborosos e não contêm substâncias químicas."
Frangos caipiras, criados em condições semelhantes, também já são encontrados nos supermercados. Sua carne é mais dura, mas é mais saborosa e a chance de conter substâncias perigosas, como hormônios e antibióticos, é mínima. A rede Carrefour, graças a uma política da sede francesa, é uma das que oferece o produto. Ele faz parte da linha "garantia de origem", só de produtos feitos com essa preocupação.
Os bois certificados com "garantia de origem" são bem alimentados e criados por pessoas treinadas por especialistas em comportamento animal para entender como ele pensa e manejá-lo sem violência. "Agora vamos produzir porcos com origem garantida, criados soltos", diz o veterinário Adolfo Petry, responsável, no Carrefour, pelos produtos animais garantidos com o selo. Produtos assim custam entre 50% e 100% a mais que os convencionais. Apesar do interesse crescente do consumidor em diminuir a crueldade (numa pesquisa feita pela Super na internet, 85% das 2408 pessoas disseram que deixariam de comer alimentos se soubessem que eles causam sofrimento para animais), a procura por esses produtos ainda é muito pequena.
A vaca e a humanidade
A criação de gado foi uma das maiores forças ditando os rumos da humanidade. Essa é a opinião do escritor Jeremy Rifkin, ativista polêmico, vegetariano convicto e pesquisador competente – um dos maiores críticos da biotecnologia e, por tabela, um dos maiores inimigos do establishment científico. Rifkin, em seu Beyond Beef ("Além da carne", sem versão em português), mostra que devemos muitas coisas importantes ao hábito de criar vacas para matar. Veja algumas delas:
Deus
Algumas das primeiras pinturas nas cavernas representavam vacas. Devemos à carne nossas primeiras manifestações artísticas e, possivelmente, a origem das nossas religiões – essas pinturas são o primeiro registro de uma humanidade preocupada com o mundo espiritual, acertando as contas com os animais que matava.
Diabo
As tribos nômades de cavaleiros que habitavam a Eurásia há 6 000 anos juntavam gado selvagem e o criavam nos pastos naturais. Esses pastores cultuavam um deus-touro, chamado Mithra, símbolo da força, da masculinidade, do poder. A necessidade de pastos novos a cada vez que acabava o antigo fazia deles expansionistas por natureza e, no início da era cristã, eles já tinham se espalhado da Índia a Portugal. Com isso, o culto a Mithra tornou-se muito popular no Império Romano. Para contê-lo, a Igreja adotou sua data sagrada, o dia de Mithra – 25 de dezembro. Estava estabelecido o Natal. Depois, no Concílio de Toledo, em 447, a Igreja publicou a primeira descrição oficial do diabo, a encarnação do mal: um ser imenso e escuro, com chifres na cabeça. Como Mithra.
Grandes navegações
Na Idade Média, a carne raramente era fresca e, por isso, havia muita demanda de temperos para disfarçar o sabor. Ao mesmo tempo, tinham se esgotado os pastos da Europa – não havia mais para onde levar os rebanhos crescentes. Resultado: os europeus caíram no mar em busca de um caminho para as especiarias indianas e de espaço para soltar os bois. Acharam mais espaço do que imaginavam: a América. Hoje, Estados Unidos, Brasil, Uruguai e Argentina têm alguns dos maiores rebanhos do mundo.
Conquista do Oeste
Em 1870, boa parte dos Estados Unidos tinha se transformado em pasto. Mas havia um obstáculo para a expansão. Os campos do oeste americano estavam tomados por hordas de búfalos, que serviam de caça para as tribos indígenas. O governo americano não queria os búfalos, difíceis de manejar, e temia os índios. Adotou, então, uma solução simples: matar os búfalos e, assim, deixar os índios sem comida. É assim que Rifkin resume a heróica "conquista do Oeste".
Naquela década, matar búfalo foi o que mais se fez na região. Havia "excursões turísticas" nas quais um trem emparelhava com manadas e os passageiros começavam a atirar. As carcaças eram abandonadas ao longo da ferrovia. Cowboys como Buffalo Bill se tornaram lendários por matar até 40 búfalos numa caçada. Em dez anos, as manadas, que eram tão grandes que levavam horas para passar, sumiram. Em 1881, a tradicional Dança do Sol da tribo kiowa foi adiada por dois meses porque os índios não conseguiam encontrar um só búfalo para o sacrifício ritual. Finalmente, acharam um animal solitário e o mataram. No ano seguinte, não encontraram nenhum.
Indústria moderna
No final do século XIX surgiu uma novidade na indústria da carne: a esteira rolante. Em vez de depender de um açougueiro habilidoso, o matadouro podia usar vários funcionários pouco especializados, cada um fazendo um pouco do trabalho, enquanto a carcaça se movia sozinha. Uma "linha de desmontagem". Um dia, um mecânico que vivia em Detroit foi visitar essa linha. Anos depois, esse mecânico admitiria que a indústria do abate foi uma forte inspiração para a sua própria fábrica, batizada em 1903 com seu sobrenome. O nome desse mecânico? Henry Ford.
Agora é com você. O que vai ser? Brócolis ou cheeseburger?
Na livraria:
Beyond Beef, Jeremy Rifkin, Plume, Estados Unidos, 1993
Slaughterhouse, Gail A. Eisnitz, Prometheus, Estados Unidos, 1997
País Fast Food, Eric Schlosser, Ática, São Paulo, 2002
O Homem que Comeu de Tudo, Jeffrey Steingarten, Companhia das Letras, São Paulo, 2000
Postado por
Clarissa Taguchi
às
Sexta-feira, Novembro 07, 2008
0
comentários
Marcadores: O que é, Veganismo**, Vegetarianimso
